sábado, 28 de novembro de 2009

Extinção Mundial - Capítulo 5






Capítulo 5
A morte está presente aonde quer que você


1 hora depois...

A chuva ainda estava forte, eu estava muito machucado, o golpe que a criatura me deu foi muito forte. Mal respirava direito, e tudo parecia estar se mexendo. O frio da madrugada e da agua da chuva me fazia tremer, e os solavancos que o carro dava me deixava mais tonto. Parecíamos estar em um terreno esburacado, talvez em uma estrada de terra, ate que de repente em um violento e brusco movimento em que o carro faz, eu começo a sentir que estamos caindo... E assim eu perco a consciência.

7 horas depois...

Ah... O que... Ah meu braço... - Digo sentindo muita dor no braço e no corpo enquanto tento me levantar.

Eu estava meio tonto, e quando percebi estava em uma ribanceira, tinha muito mato mas dava para notar sangue e partes de carro em volta, eu estava a 10 passos de cair da ribanceira, mas como não via a Juliana e o Pedro. Eu comecei a me assustar. O que teria acontecido com eles? E porque eu estou aqui?

Droga... Porque eu vim parar aqui? Vou dar uma olhada ali, será que... Não... Será que o carro caiu da... RIBANCEIRA?! - Digo já correndo para a ponta da ribanceira esperando o pior.

E ao olhar, vejo pedaços do carro presos em galhos de arvores que estavam inclinados na ribanceira e logo a mais, a metade do carro na agua do rio, e por fim, os corpos de Juliana e Pedro em pedaços. Seus órgãos estavam a mostra, e tinha muito sangue em volta de seus cadáveres. E em um grito de desespero, eu me ajoelho perante a essa cena horrível.

NÃO!... Não... - Digo enquanto estava ajoelhado.

Depois de 6 minutos na ribanceira ajoelhado, eu decidi sair daquele local e seguir meu rumo para sobreviver, o local parecia totalmente isolado, mas como estava no meio do mato com arvores em volta, parecendo uma floresta, eu não estava completamente seguro. Era umas 7 e 16 da manhã, de acordo com meu relógio meio sujo que estava no pulso. O sol estava surgindo enquanto as nuvens nubladas da chuva se afastavam. E eu como estava sem nada para me defender, comecei a olhar os destroços do carro onde eu estava antes de ver a maldita cena.

Que sorte... A bolsa de Pedro ficou aqui. Mas as armas devem estar lá em baixo... Vou usar esse pedaço da porta do carro para me defender, é o melhor a fazer. - Digo abrindo a bolsa de Pedro para conferir o que tinha, e depois pegando um pedaço da porta do carro que estava ao lado.

Ao pegar o pedaço de ferro da porta e deixa-la do lado da bolsa em que eu abri, percebo que metade das coisas que Pedro tinha pegado caíram junto com o carro, e umas outras estavam amassadas ou inutilizáveis. O que eu tinha disponível era 2 garrafas de agua, 1 caixa de fósforos, uns 7 enlatados e uma lanterna sem pilhas.

Merda. Ele devia ter deixado as pilhas já na lanterna... Será que estão por aqui perto? - Digo me levantando de onde a bolsa e o pedaço de metal da porta estava. E assim, começo a olhar em volta do local.

Ao andar para a ponta da ribanceira evitando olhar aquela cena horrível novamente, vejo que 1 pilha estava na ponta dela. E sendo assim, eu a pego cuidadosamente evitando olhar para baixo e ao pegar, eu já fui saindo daquela parte. E depois ao olhar em volta do cenário, vejo uma arvore que estava a 5 passos ao lado, eu vejo também que a outra pilha estava em um canto da raiz da arvore. Mas estava amassada.

Que droga, acho que mesmo estando amassada, não funcionara direito. Mas melhor isso do que nada. - Digo com a pilha na mão indo em direção a bolsa e o pedaço de ferro.

E assim, eu coloco a bolsa em minhas costas e o pedaço de ferro na minha mão, olhando para o asfalto que estava a poucos metros dali. Não era longe, mas a subida era difícil, mas graças ao carro que tinha caido ali, a passagem estava mais fácil de seguir. E quando cheguei lá em cima, cuidadosamente, vi que não tinha nada. O asfalto estava com marcas do acidente de carro, e com isso, eu vi que a minha direção para onde ir era a outra. Então comecei a minha caminha em busca de um local seguro para ficar.

Andei por 3 horas ao lado das arvores que estavam no outro lado do asfalto com um breve descanso em turnos de 30 minutos. O sol estava quente, mas não era algo ruim, o que me preocupava era se eu achar uma daquelas criaturas horrendas, causadoras dessa catástrofe, que talvez... seja ate mundial! Vendo que já estava cansado de andar novamente. Decidir descansar em baixo de uma arvore. Já estava na segunda garrafa de agua, então tive que reabastecer, mas não via nenhuma cidade ou rio, então não deu. Depois de beber uns goles de agua e descansar uns minutos, decidi andar novamente.

Droga... Não estou achando nenhuma placa para me guiar, já são quase 11 horas da manhã. E esse sol ta de matar. Será que a divisa esta longe? Será que...


Hã? - Eu paro de falar quando vejo uma placa em que eu tinha passado despercebido, porque tinha uma planta tampando a visão.

A placa dizia: "Bem-vindo a divisa do Rio de Janeiro."

Ao ver aquela placa, percebi que Juliana tinha mudado de direção enquanto eu estava meio desmaiado, ela não estava indo para a fronteira, mas estava indo para o Rio de Janeiro, o que será que tinha acontecido para que ela mudasse o percurso? E porque será que tivemos aquele acidente e eu fui o único a viver? Minha cabeça estava confusa, e eu precisava de mantimentos, um local seguro para ficar e informações sobre o que estaria acontecendo verdadeiramente.

Merda... Eu ainda estou na divisa do estado entre São Paulo e Rio. Bem... Aqui está seguro. E olha so, da para ver que lá na frente tem o pedágio e alguns carros parados, mas também tem muitos corpos e sangue lá... Parece que ouve algum tiroteio. Porque tem muitas marcas de bala... - Digo já me escondendo na lateral de uma arvore perto do asfalto.

O local parecia seguro, mas estava muito quieto para meu gosto. É claro que eu não estava desejando encontrar criaturas, mas eu também não quero ter surpresas. Então cuidadosamente fui andando entre as arvores ao lado do asfalto. Sempre olhando se tinha alguma coisa vindo. E quando cheguei na parte dos pedágios. Comecei a vasculhar o local, olhei em todos os pedágios mas nada. Muitos tinham sido saqueados. Outros tinham dinheiro, que nessa hora, não acho que prestaria para algo. Mesmo assim, peguei umas notas para talvez comprar algo em algum lugar. Se claro, tiver um lugar desse. Ou subornar alguém.

O local do pedágio tinha um cheiro forte por causa dos corpos. Alguns corpos estavam mutilados, mesmo assim eu continuei firme e forte, me controlando para não vomitar. Estava meio enjoado com o cheiro, e também com medo de achar algo que não queria ver. Ate que criei coragem e comecei a olhar os carros, 1 por 1. Ate que por fim, não achei nenhuma criatura. Então sendo assim, eu comecei a vasculhar novamente o local a procura de objetos, comida ou um carro ou moto que funcionasse.

Depois de meia hora naquele local, eu já tinha tudo que queria, comida, agua, e uma moto que estava jogada mais a frente do pedágio, no lado do estado do Rio de Janeiro. Extranho era que não tinha sinal de perigo em nenhum local. Mas o local estava com uma aparência de final de batalha. Muitos carros estavam esmagados, e outros não, mas tinham perfurações, e olhando para o asfalto, vi umas pegadas extranhas no chão. Muitos buracos grandes também. Ate que começo a escutar um estrondo forte, fazendo ate o chão tremer. As arvores começaram a balançar bem atrás de onde eu estava. Em uma montanha. E conforme o o som aumentava, o chão tremia mais e mais.

Porra! Que droga é essa!? - Digo já ligando a moto, assustado com esses estrondos e tremores fortes.

E ao ligar a moto vejo um vulto enorme se levantando ao norte das árvores. Era uma espécie de criatura gigante. Mas estava com uma aparência de um defunto. Ate que a criatura me vê...

PUTA QUE PARIU! MELHOR SAIR DAQUI! - Grito já acelerando a moto rumo a qualquer cidade do Rio de Janeiro.

A criatura gigante vendo que eu estava fugindo, começou a me perseguir gritando sons assustadores. A moto já estava a uma velocidade de 147 km/h. Mas a criatura gigante também estava rápida. Ela conforme se aproximava, ficava mais rápida. Eu não sabia mais o que fazer a não ser acelerar e desviar dos golpes que ela me dava.

Porra! Eu não consigo me livrar desse Gigante! O que farei!? - Digo amedrontado enquanto acelerava a 190 km/h.


Ate que...